quarta-feira, 29 de abril de 2015

Para Quem Fazemos no Matrimônio?

Para Quem Fazemos no Matrimônio?


1Corítios 7
33 - Mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher.
34 - Há diferença entre a mulher casada e a virgem. A solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém, a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido.


         Nós brigamos muito por exigirmos demais uns dos outros e no final das contas acabamos insatisfeitos com os resultados obtidos por nossas esposas, maridos, filhos e irmãos. Vivemos fazendo de tudo para que possamos ser aprovados por nosso cônjuge, nossos familiares, criamos expectativas em relação de como seremos aprovados em nossos afazeres. Porém somos constantemente frustrados ao depararmos com comentários evasivos, críticos e até mesmo frios em relação ao modo como fazemos, como realizamos as tarefas que envolvem o casal, o lar, a família num todo. Muitas vezes somos realmente injustiçados, pois estamos certos do que estamos fazendo e como estamos fazendo. Sem contar que os esforços que empenhamos para realizar tal tarefa são, na maioria das vezes, motivo de orgulho e através deles conseguimos fazer uma análise de quanto superamos as nossas deficiências passadas, ou seja, enxergamos o quanto mudamos.
         Faz parte do ser humano ser falho, pois somos imperfeitos e por mais que avancemos rumo ao aprimoramento, se dependermos somente de nós mesmos, nunca iremos conseguir, pois todas as nossas forças, nosso empenho e desejo de melhoria estão baseadas nas premissas humanas. O nosso intelecto age de forma a fazer que nossas ações mudem face à necessidade de buscarmos a aprovação do que estamos fazendo, da forma como estamos conduzindo as coisas em relação àqueles que nos rodeiam e nos amam (maridos, esposas, filhos e etc...). Lucas 10:40 Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.”
         Dezenas de vezes brigarmos pelo fato de termos feito um comentário/crítica sobre uma coisa que os nossos cônjuges deveriam ter feito e não fizeram por estarem visivelmente atarefados com outras coisas que no seu ponto de vista têm mais relevância sobre a coisa que foi o objeto do comentário/crítica, então somos retalhados com palavras de que como o nosso comentário/crítica não vislumbra o quão sacrificante e quantos esforços foram empenhados naquilo que ao julgamento deles eram de bem maior valor. Então as nossas exigências são totalmente injustas visto que os cônjuges sempre se empenham em fazer o melhor pra nós mesmos e isso aos olhos de quem comentou/criticou nunca será o suficiente! Realmente, o cônjuge alvo do comentário/crítica tem razão de expressar sua frustração e seu descontentamento ante a ingratidão e inobservância dos fatos por parte de quem comenta/critica, porém o agente do comentário/crítica não se dá por convencido achando que sempre a outra parte poderia fazer o melhor para o outro, já que muitas vezes quem exige, normalmente, se empenha em fazer o melhor dedicando-se arduamente aos afazeres dentro e fora do âmbito familiar, labutando muitas vezes por 12 horas ininterruptas sem contar com as horas de deslocamento entre casa x trabalho x casa. Acrescente a isso o fato do mercado de trabalho exigir metas, desempenhos, resultados e etc. É de se esperar a insatisfação por parte de quem, aos seus próprios olhos faz o melhor por todos na família, e o seu sentimento é o de que quem está sendo injustiçado, magoado, pelo fato de trabalhar tanto e não ter o direito nem de comentar/criticar sobre o que, aos seus olhos, está certo ou errado é ele! - Sempre será assim – dizemos – nunca posso falar de nada do que está errado! Quantas e quantas vezes fazemos esse discurso por achar que fazemos o melhor pra as nossas famílias, quantas e quantas vezes o nosso cônjuge se defendeu dizendo que também fazia o melhor pra todos da família! Lucas 10:41 “E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária.”
         Na última vez que tive uma divergência de pensamentos com a minha esposa resolvi, depois de dois ou três argumentos, não discutir mais, então passei a ouvir a voz do Espírito de Deus que começou a mostrar ao meu intelecto que todos os nossos problemas em relação a nós fazermos o melhor para com o nosso cônjuge estavam, absolutamente, neste fato. Que nós como cristãos estávamos negligenciando as escrituras e deixando de lado os conselhos de Deus para as nossas vidas. O Senhor mostrou-me 1Co 7:33-34 onde o marido e a mulher cuidam das coisas do mundo e de como hão de agradar o seu cônjuge. Isso é perfeitamente normal para pessoas não cristãs, pessoas cuja dedicação é somente uns para com os outros, mas nós cristão nos baseamos em outra filosofia de vida, as nossas vidas são guiadas por Deus, entregamos a Ele as nossas vidas, passamos a ser posse Dele, estamos aqui como representantes de Deus nesta terra, somos Dele, vivemos por Ele, esperamos por Ele, porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas! Então não podemos viver as nossas vidas buscando agradar somente aos nossos cônjuges, filhos, irmãos, amigos, enfim, querer agradar e buscar a aprovação das pessoas!  O Espírito Santo nos mostra na sua escritura em Colossenses 3:23-24E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis", que os nossos problemas estão simplesmente no fato de estarmos fazendo um para o outro em busca de aprovação e não estamos fazendo para Deus, nem muito menos buscando a sua aprovação! Ora, se fazemos ao homens receberemos galardão dos homens, mas o que se esperar do homem se por ele mesmo a morte entrou no mundo? Eu sou falho e imperfeito e por mais que eu possa ter bom siso nunca terei a capacidade de recompensar a minha esposa como ela realmente merece e o mesmo se aplica a ela em relação a mim, assim como os nossos filhos em relação a nós e vice e versa e às pessoas num modo geral. A nossa natureza não nos permite praticarmos a plena justiça de Deus, somos limitados e injustos, mas se pararmos de nos preocupar em fazer o melhor que podemos uns aos outros e se passarmos a fazer esse melhor pra Deus, ou seja, se trabalhamos é para a glória de Deus, se estudamos é para a glória de Deus, se cozinhamos é para a glória de Deus, se lavamos, se passamos roupas, se arrumamos a casa, se costuramos, se cuidamos dos nossos filhos, se dormimos ou acordamos, se vivemos ou morremos, tudo é pra glória de Deus! E se é para a glória de Deus, tudo o que devemos fazer e tudo o que fazemos deverá ser sempre o melhor de nós e, então, deixaremos de ficar frustrados. Quando passamos a fazer o melhor para a glória de Deus e quando vemos no próximo a mesma atitude, se torna impossível aos nossos olhos enxergar defeitos, pois deixamos de fazer um ao outro e passamos a fazer tudo para Deus. O Espírito Santo de Deus sabe que somos limitados, mas aquele que é onisciente conhece perfeitamente os pensamentos e intenções do coração e sabe muito bem que somos imperfeitos, porém quando estamos empenhados em fazer com que todas as nossas decisões, atitudes, palavras e pensamentos sejam para a glória de Deus, ele nos faz enteder que fazemos a única coisa que é a mais importante e necessária nas nossas vidas, fazer tudo para Ele! Lucas 10:41-42 “E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária;
E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.”
Quando escolhemos a melhor parte que é se dedicar a agradar a Deus, acabam-se as discussões e intrigas pelo simples fato de darmos ouvidos às Palavras do Espírito Santo de Deus que tem por premissa convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Êxodo 19:5 “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha".
Que nós possamos ser sensíveis ao Espírito Santo de Deus falando ao nosso entendimento para que possamos experimentar qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

  



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